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O IMBRÓGLIO DA LEI ROUANET

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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Proteção ao nome comercial e o interesse público: uma conexão essencial no Direito

 Proteção ao nome comercial e o interesse público: uma conexão essencial no Direito



O mercado está cada vez mais competitivo, por isso proteger o nome comercial de uma empresa é um direito que além de garantir a propriedade intelectual, também garante  a confiança do consumidor e a integridade das relações comerciais. O nome comercial carrega a reputação de um produto. 

E quando esse produto  representa risco à vida, saúde ou à segurança do consumidor?

Este não teria o direito de ser informado qual a marca do produto ou nome de estabelecimento que lhe coloca em risco? Por que as notícias e autoridades não divulgam essa informação que é um direito básico do consumidor? 

O princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, fundamental no Direito Administrativo, estabelece que diante de conflitos entre interesses empresariais e a proteção da coletividade, deve prevalecer o bem-estar social. 

O que você acha? A divulgação do nome empresarial é fundamental para saber o risco que determinado produto ou serviço apresenta? Ou essa divulgação seria prejudicial ao próprio consumidor que deixaria de tomar os devidos cuidados acreditando que o risco está restrito a um determinado nome empresarial ? 



**#DireitoEmpresarial #DireitoDoConsumidor #NomeComercial #InteressePúblico #SupremaciaDoInteressePúblico #DireitoAdministrativo #Compliance #Transparência #ResponsabilidadeCorporativa #ProteçãoAoConsumidor #ÉticaNosNegócios #Regulação #Advocacia #GestãoPública**

terça-feira, 23 de setembro de 2025

STJ mantém direito à isenção de IPI para indivíduos com TEA

 





A proibição, por parte da Fazenda Nacional é discriminatória e contrária à lei. A legislação brasileira assegura o direito à isenção de IPI a PCDs e o TEA é reconhecido como tal. O recebimento do BPC, que é um benefício assistencial, não pode ser usado como justificativa para impedir o acesso ao direito à isenção em aquisição de veículo. 

A recusa em conceder a isenção de IPI a quem recebe o BPC , e precisa de um veículo para transporte, viola os direitos de um grupo social que, muitas vezes, é duplamente  vulnerável. Um direito garantido por lei não deve ser confundido com rendimento mínimo como é o caso do Beneficio de Prestação Continuada. São propósitos totalmente diferentes.

Veja a decisão do STJ na íntegra :

https://processo.stj.jus.br/processo/julgamento/eletronico/documento/?documento_tipo=integra&documento_sequencial=329299078&registro_numero=202200878253&publicacao_data=20250819


#Direito

#Direitotributario

#Cidadania 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Airbnb compartilha dados com a Receita Federal


 Para quem não declarou os rendimentos do Airbnb, a Receita Federal agora pode identificar a omissão de dados, já que o Airbnb passou a compartilhar essas informações com a fiscalização. 

Airbnb informou a receita sobre os valores recebidos pelos locadores entre 2020 e 2024. 

O contribuinte que não declarou o recebimento dessas receitas corre os seguintes riscos:

• Multas e Juros: Pode ser multado em até 75% do valor devido, além de ter que pagar juros. 

• Malha Fina: A declaração pode ser retida, e será necessário comprovar as informações.

• Investigação: A Receita pode abrir um processo de sonegação fiscal e, nesses casos, a multa chega a 150% do valor do imposto devido. 

Para regularizar a situação, a pessoa física deve realizar a denúncia espontânea, antes de receber qualquer notificação . Assim, deve retificar a declaração de Imposto de Renda ou pagar o imposto devido através do Carnê-Leão dos meses em que houve o recebimento dos aluguéis. Essa denúncia espontânea evita as penalidades mais graves.


#impostoderenda

#declaracaopessoafisica

#direito

#direitotributario

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Uma Breve Reflexão sobre Direitos Autorais e Inteligência Artificial

 

Notícias recentes relatam que uma das gigantes plataformas de IA, a Anthropic, realizou um acordo no valor de US$1,5 bilhões por ter utilizado obras de mais de quinhentos mil autores, nos Estados Unidos, para treinar o chatbot Claude.
De acordo com as notícias, a startup realizou downloads de quinhentos mil livros e os armazenou de forma ilegal.
O acordo realizado, prevê que a Anthropic deverá pagar US$ 3mil a cada um dos autores prejudicados com essa atitude irregular.
Por que o fato de armazenar esses livros para treinar inteligência artificial, caracteriza uso ilegal de obras alheias?
As normas que regulam os direitos autorais geralmente estabelecem que o uso de obras artísticas e científicas para fins didáticos e acadêmicos é permitido, desde que citadas as obras e referidos autores pois, a criação de uma obra didática e acadêmica tem finalidade educativa. Ela é fruto de longas pesquisas, leituras de autores diversos e muita reflexão para a criação de conteúdos científicos e acadêmicos cuja finalidade é a disseminação de conhecimento.
No caso das plataformas de inteligência artificial, que se caracterizam como verdadeiras empresas que fornecem conteúdos aos usuários de seus serviços, o contexto é diferente por dois principais motivos:
1) Seus serviços são cobrados dos usuários para realizarem diferentes tarefas e não se dedicam somente à disseminação de conhecimento. Textos e materiais gerados por inteligência artificial, que estão fundamentados em obras de diversos autores, sem as respectivas indicações de fontes, na prática, utilizam obras artísticas e científicas de forma inadequada pois, sem a devida autorização legal, criam e comercializam resumos, resenhas, vídeos etc. valendo-se de informações de material cuja autorização para o uso é inexistente.
O que parece a produção de um texto original, muitas vezes provém de um copilado de obras e ideias de autores diversos sem a respectiva referência à autoria. Portanto, além da necessária autorização para a comercialização de ideias originais, frutos da inteligência humana, é extremamente necessária a citação da fonte que originou o texto para evitar o plágio.
2) Mesmo que o serviço seja gratuito, ele é prestado por empresas, que utilizam ideias e o fruto da inteligência humana para gerarem material próprio cujo conteúdo não é original e, consequentemente, não lhes pertence.
Assim, é importante fazer o seguinte questionamento: Ao gerar textos, vídeos, resenhas ou até mesmo livros “novos” com a utilização de ideias retiradas de livros de autores humanos, a ferramenta de inteligência artificial, embora aparentemente, crie algo inédito, estaria cometendo as práticas de plágio e usurpação de obra alheia? Qual a sua opinião sobre o assunto?
Obs: A imagem abaixo foi gerada pelo Gemini, ferramenta de IA. Será que respeitei os devidos direitos autorais?
#inteligenciaartificial
#direitosautorais
#etica
#legislacao
#direito
#cidadania

sábado, 26 de julho de 2025

Proteção contra Deepfakes e direitos da personalidade

Fonte: https://pt.euronews.com/next/2025/07/01/dinamarca-luta-contra-o-deepfake-com-a-protecao-dos-direitos-de-autor-que-outras-leis-exis

A proteção dos indivíduos contra o uso indevido de imagem por meio de IA vem ganhando força nos sistemas legislativos. Inclusive no Brasil, além do Código Civil, há um projeto de lei em tramitação no Congresso, específico para o uso de imagem por meio de IA, tanto de pessoas vivas como falecidas. 

A proteção da imagem é um dos direitos da personalidade protegido pelo nosso sistema jurídico e por diversos sistemas legislativos . 

No livro de minha autoria, Ética e Legislação Publicitária dedico um capítulo ao estudo dos direitos da personalidade. Eles correspondem às nossas prerrogativas no sentido de proteger, além da imagem, a reputação ou honra, privacidade e intimidade. 

 

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Porção Legítima e Herdeiros Necessários

 A porção referente a legítima não pode ser objeto de doação se esse ato jurídico prejudicar o direito dos herdeiros necessários.

Decisão do STJ

https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2025/24032025-Concordancia-dos-herdeiros-nao-afasta-nulidade-de-doacao-que-comprometeu-a-legitima.aspx

Airbnb e outras plataformas de locação. Tributação de rendimentos

 Rendimentos com aluguéis de curta duração  devem ser declarados. A Receita Federal tem feito cruzamentos de dados com plataformas como  airbnb, por exemplo .Ao levantar dados da locação como CPF do locatário, tipo de imóvel e acomodações, é possível determinar a transação  feita pelo locador. A ausência de declaração desses rendimentos pode estar sujeita as penalidades da prática de sonegação fiscal.

https://oantagonista.com.br/brasil/receita-federal-faz-novas-exigencias-para-quem-aluga-imoveis/?fbclid=IwY2xjawJ5VY9leHRuA2FlbQIxMQABHlT0KKXjPuZwdUNe8YtS1LzqRkb3ZWioUH7mjAP5zqkQPyO2gfuSv3yMSmMY_aem_O2f-vYGvr43IiT3_Xv95Iw