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O IMBRÓGLIO DA LEI ROUANET

  Muito se discute sobre “ o uso de verba pública” para patrocinar atividades culturais via Lei Rouanet e sobre o “ uso dessa verba pelos ar...

sábado, 24 de janeiro de 2026

O IMBRÓGLIO DA LEI ROUANET

 











Muito se discute sobre “ o uso de verba pública” para patrocinar atividades culturais via Lei Rouanet e sobre o “ uso dessa verba pelos artistas mamadores”. Pouco se fala sobre como funcionam os mecanismos dessa lei que não envolvem uso direto de verba pública.

A função do governo é, via Ministério da Cultura, aprovar projetos  apresentados por autores  interessados em desenvolverem obras e atividades culturais. Esses projetos devem seguir regras estabelecidas em lei para se tornarem aptos a captar recursos via pessoas físicas e jurídicas que poderão descontar suas doações e patrocínios do imposto de renda que devem pagar. Após a aprovação, o projeto é disponibilizado no site do Ministério e os autores passam a procurar empresas e pessoas físicas interessadas em realizar um patrocínio ou uma doação. A função do Ministério, portanto, é comprovar a legalidade do projeto. Não há dinheiro público entregue aos artistas ou autores.

No caso das empresas, os valores investidos em determinados tipos de patrocínio ou doação em determinados  projetos, são integralmente adicionados ao cálculo do lucro real da pessoa jurídica e tributados em 25%. Se uma empresa faz um investimento em patrocínio no valor de R$ 100 mil, por exemplo, R$ 25 mil irão para os cofres públicos somente via Lei Rouanet, sem contar com o restante da tributação total sobre o lucro dessa pessoa jurídica.  Se essa empresa realizou um patrocínio no valor de R$ 100 mil, dependendo do projeto, deverá considerar, para fins de desconto do IR, apenas 30% desse valor que é o primeiro limite da lei para desconto do IR. Ou seja R$ 30 mil. Porém, esse desconto ainda tem um segundo limite: não pode ultrapassar 4% do Ir devido no caso de pessoas jurídicas. 

Então, no exemplo, se o lucro da empresa no trimestre for igual a R$ 1.000.000,00  o  imposto devido para fins de cálculo da Lei Rouanet será R$ 250.000,00 ( 25% sobre o lucro ). Considerando o limite do desconto de 4% do Imposto de Renda, no exemplo a empresa irá descontar, no máximo, R$ 10 mil no trimestre em que ocorreu o patrocínio e não sobre o imposto devido durante todo ano . Assim, dos R$ 100 mil investidos, a empresa patrocinadora poderá deduzir do IR, somente R$ 10.000,00 em um trimestre e pagará R$ 25 mil de imposto de renda sobre o investimento. 

Estudos da FGV demonstraram que entre tributos federais, estaduais e municipais os cofres públicos arrecadaram R$ 3,9 bilhões em 2024 com projetos que utilizaram benefícios da Lei Rouanet. Acrescente-se à isso a geração de empregos e desenvolvimento de atividades econômicas e culturais. Portanto, ninguém “mama nos cofres públicos”. Sabemos muito bem como funciona a fúria arrecadatória . 

E, em tempo, essa lei não se aplica aos filmes de longa metragem.

#LeiRouanet

# marketing cultural 

IA E SEGURANÇA DIGITAL : PROTEÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS E OS LIMITES PARA O GROK

 











O avanço das IAs generativas traz ótimas possibilidades para desenvolvimento de várias atividades, mas também riscos reais à dignidade humana. Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF), a ANPD e a Senacon emitiram uma recomendação conjunta à plataforma X (antigo Twitter) sobre o uso da IA Grok no sentido de impedir que a tecnologia seja usada como ferramenta de abuso.

O objetivo é estabelecer uma série de proteções: 

Proteção Integral de Menores com o bloqueio imediato da geração de qualquer conteúdo sexualizado ou erotizado envolvendo crianças e adolescentes.

Combate ao abuso : Medidas técnicas para impedir a criação de "deepfakes" sexualizadas de adultos sem o seu consentimento.

Penalidades que impeçam a repetição do comportamento abusivo: banimento permanente de contas que utilizem a IA para gerar conteúdo de exploração sexual, proibindo o retorno do infrator à rede.

É importante destacar que o Grok precisa ser responsabilizado pelos dados que utiliza . Dessa forma, é necessário impor a obrigatoriedade de agir com transparência sobre como as fotos e vídeos enviados pelos usuários e que são processados pela IA.

A tecnologia não pode ser um "território sem lei". Essa ação coordenada entre órgãos de proteção de dados, defesa do consumidor e justiça é um marco importante para garantir que a inovação caminhe junto com a segurança e o respeito aos direitos humanos.


O que você pensa sobre a responsabilidade das plataformas no controle de conteúdos gerados por IA? 


#SegurancaDigital #IA #ProtecaoDeDados #LGPD #Grok #DireitoDigital #TecnologiaResponsavel

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

DECISÃO IMPORTANTE: Escola é condenada a pagar pensão vitalícia a aluno após acidente.

 











O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou uma decisão fundamental para a proteção de crianças e adolescentes: uma escola particular terá de pagar pensão vitalícia (no valor de um salário mínimo) a um aluno que perdeu a visão de um olho em um acidente dentro da instituição. 

Por que a pensão é vitalícia?

A Justiça entendeu que, como o dano ocorreu durante a idade escolar, a perda da visão gera uma limitação automática na futura capacidade de trabalho do jovem. Por isso, a reparação deve durar pela vida toda, além das indenizações por danos morais e estéticos que também foram mantidas.

O que isso significa?

Essa decisão reforça a responsabilidade máxima das instituições de ensino pela integridade física dos seus alunos. A segurança no ambiente escolar não é apenas um detalhe, é um dever jurídico!


Confira todos os detalhes do caso no portal do STJ: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2025/19122025-Escola-tera-de-pagar-pensao-vitalicia-a-aluno-que-perdeu-a-visao-de-um-olho-em-acidente.aspx


Qual sua opinião sobre essa decisão? Deixe nos comentários! 👇